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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

20 anos do ‘black album’ do metallica



Na sexta-feira, dia 12, foram completados 20 anos do álbum “Metallica”. Conhecido no mundo todo como “Black Album”, por conta da capa preta que traz apenas o logo do Metallica e a cobra que faz referência à  bandeira de Gadsden, o disco levou a banda norte-americana de thrash metal e o próprio heavy metal para um patamar até então nunca visto na música pop, com mais de 15 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos e mais de 22 milhões em todo o planeta.

Para os fãs mais radicais do Metallica, a velha banda de thrash oitentista acabou neste álbum. Para os menos radicais e amantes da boa música e do bom rock and roll, não há dúvida que o “Black Album” está entre os maiores álbuns da história, independentemente de ser ou não um disco mais comercial.

Para quem acompanhava desde os anos 80 o Metallica nos quatro álbuns anteriores (“Kill ‘Em All”, “Ride the Lightning”, “Master of Puppets” e “…And Justice For All”) , a mudança no som da banda é bastante clara, já que ficou um pouco menos pesado, um pouco mais lento, os vocais de James Hetfield ficaram um pouco mais limpos e bem menos gritados,  as músicas tiveram o tempo de duração reduzido e o grupo trouxe sua primeira balada romântica (“Nothing Else Matters”), algo inimaginável para uma banda thrash naquela época. O grande responsável por esta mudança, além do próprio grupo, foi o produtor Bob Rock, que já tinha uma carreira respeitada na música, com trabalhos importantes do Aerosmith, The Cult, Bon Jovi, e Mötley Crüe.

Você pode até questionar as mudanças, para um som mais comercial, que Bob Rock trouxe ao Metallica, mas jamais poderá negar que a produção do álbum é espetacular. Pergunte a qualquer técnico de som sobre o que ele acha do “Black Album” e a maioria dos especialistas no assunto responderá que a qualidade do disco está entre as maiores da história da música. Não por acaso, banda e produtor ficaram trancados durante meses no estúdio até chegarem ao resultado final de sucesso.

O fato é que, apesar das mudanças, desde os primeiros acordes de “Enter Sandman” até o final do disco com “The Struggle Within”, você escuta, sem a menor sombra de dúvida, um ótimo disco de rock pesado, com uma banda totalmente focada para atingir o sucesso.

O Metallica, por sinal, sempre foi um grupo de grande personalidade, já que nunca teve medo de peitar gravadora ou fãs naquilo que desejava tocar. Se o “Black Album” fez os fãs mais radicais torcerem o nariz, os álbuns seguintes “Load” e “Reload” surpreenderam o mundo com um som quase beirando ao rock pop e a banda cortando os cabelos. Na sequência, crítica e público desceram a lenha no disco “St. Anger”, que traria uma produção mega simples e músicas com ausência de solos de Kirk Hammett. Mais recentemente, a banda não teve receio de voltar às origens e gravou “Death Magnetic”, considerado um dos bons álbuns do metal no novo milênio.

O “Black Album” foi o grande passo do Metallica ao sucesso. Este blogueiro se lembra da ansiedade em relação ao lançamento, em 1991, já que a banda não gravava um álbum desde o seu preferido “…And Justice For All”. No dia que o single de “Enter Sandman” rolou nas rádios de rock da época, as finadas 89FM e 97FM, o sentimento era dos melhores em relação ao novo álbum. “Sad But True”, “Wherever I May Roam”, “The Unforgiven” e “Nothing Else Matters” foram outros hits de sucesso do disco, que ainda tinha outras músicas que mereciam maior exposição, como “My Friend of Misery” , “Through the Never” e “Of Wolf and Man”.

O “Black Album” popularizou o heavy metal no início dos anos 90. Quem frequentava  a Galeria do Rock na época, lembra-se bem que o disco trouxe diversos novos fãs para aquele espaço em busca dos discos mais antigos do Metallica e também de outras bandas de thrash metal. Sepultura, Slayer, Megadeth, Anthrax e outras bandas do gênero foram só algumas que ganharam mais fãs depois do disco preto.

Naaos Estados Unidos, talvez o grande momento da banda naquela época tenha sido a apresentação no MTV Video Music Awards, ainda em 1991, quando o “Black Album” estava na primeira colocação dos álbuns mais vendidos. Até então, Guns N’ Roses e Faith No More eram as bandas mais pesadas que haviam se apresentado na tradicional premiação da MTV.

Quem tem interesse em mais detalhes sobre a produção do disco pode assistir ao DVD “Metallica – Classic Álbuns”, da ST2, que traz a banda, anos depois, comentando todo o processo de criação e gravação do álbum. Outra dica é assitir ao DVD  ”A Year and a Half in the Life of Metallica”, que é dividido em duas partes e traz o grupo desde a produção do “Black Album” até a extensa turnê de divulgação, que passou pelo Brasil, em 1993, no Estádio do Palmeiras, em dois shows inesquecíveis.

Para matar a saudade daquela época, o Roque Reverso traz três vídeos para seus leitores. Para começar, veja a apresentação histórica da banda no MTV Video Music Awards de 1991, com “Enter Sandman”. Note a alegria de James Hetfield no final da apresentação, numa clara demonstração de que o grupo chegava a um grau de sucesso que perseguia há tempos. Depois, encontramos no YouTube um vídeo do show feito no Estádio do Palmeiras em 1993, da clássica música “Creeping Death”. Para fechar, uma não menos histórica apresentação de ”Enter Sandman”, em Moscou, em 1991, quando mais de 1 milhão de pessoas viram o grupo no Monsters of Rock, que também contava com AC/DC, Pantera e The Black Crowes.

domingo, 14 de agosto de 2011

Novo álbum do Coldplay chama-se 'Mylo Xyloto' e será lançado dia 24 de outubro

Coldplay (Foto: Divulgação)


Quem estranhou quando o Coldplay nomeou seu quarto álbum de “Viva La Vida and Death And All His Friends” pode ir se acostumando com o nome do quinto: “Mylo Xyloto”. Ou, em bom português, “mai-lou zai-le-tou”.

O álbum será lançado dia 24 de outubro e tem produção de Markus Dravs (que já tinha trabalhado com a banda em “Viva La Vida”), Daniel Green e Rik Simpson. Além do trio, Brian Eno é creditado nas composições e, nas palavras da própria banda, na “enoficação” do álbum.

O segundo single do disco será “Paradise”, que sucede o “Every Teardrop Is A Waterfall”. O álbum será lançado em CD, vinil, download e uma edição especial “pop up” que irá conter um livro com grafitagens do artista David A. Carter, além de um diário das gravações e outros conteúdos exclusivos.

O Coldplay é a última banda a se apresentar no Palco Mundo do Rock In Rio no dia 01 de outubro. .

Chris Martin: 'eu realmente amo U2 e não tenho problema em admitir' Em entrevista, líder do Coldplay foge comparações, mas acaba declarando seu amor pela banda




Chris Martin e seus companheiros de Coldplay tomaram a capa da revista americana Billboard dessa para falar do recém-anunciado “Mylo Xyloto”, álbum que a banda lança em outubro. A matéria traz uma longa entrevista com o vocalista Chris Martin, onde o músico fala sobre o processo de criação do novo disco, sua paixão por U2 e como ele gostaria que Justin Timberlake voltasse a fazer música.

As comparações entre Coldplay e U2 começaram no início da carreira da banda e foram aumentando a medida que o sucesso de Chris e Cia aumentava e as músicas lembravam cada vez mais o som dos irlandeses. Quando perguntado pela revista se o Coldplay era a banda que poderia substituir o U2 tanto em sucesso comercial quanto em longevidade, Martin desconversou. “Eu não penso assim, são 20 anos de diferença. Na verdade, eu nem sei como responder essa pergunta”, comentou.

No entanto, Chris usou o espaço para falar de sua paixão pelo grupo irlandês. “Eu realmente amo o U2 e não tenho problema em admitir”, declarou.

Chris adiantou que “Mylo Xyloto” tem uma participação maior do guitarrista Jonny Buckland, graças à insistência do produtor Brian Eno, e que a banda se preocupa muito com a ordem das músicas no álbum. Para Martin, o Coldplay tem que fazer álbuns muito bons porque nem sempre os singles da banda funcionam sozinho, principalmente em tempos de Lady Gaga e Beyoncé.

O cantor ainda agradeceu o fato da concorrência nas paradas ter diminuído depois que Justin Timberlake parou de investir na carreira musical, mas também lamentou o fato, dizendo que a ausência do ex-NSYNC é uma “grande perda para a música”.

O Coldplay é uma das principais atrações do Rock In Rio e toca no dia 01 de outubro no Palco Mundo.

Rock in Rio – História do festival vira livro




Setembro de 1984. Desanimado com as obras do que viria a ser a Cidade do Rock, em Jacarepaguá, o empresário e idealizador do Rock in Rio convocou uma reunião urgente para cancelar o evento. No caminho em direção ao carro, de onde seguiria para o encontro na Artplan, Medina foi interceptado por três jovens que armaram uma algazarra, entre elogios e abraços, exaltando o festival que traria no verão seguinte algumas das mais aguardadas atrações musicais do Brasil e do exterior, e assim salvaram a primeira edição do Rock in Rio. Esse e outros episódios são relatados em Rock in Rio – A história do maior festival de música do mundo (Editora Globo), do jornalista Luiz Felipe Carneiro. Por meio de um amplo trabalho de pesquisa que incluiu a leitura de mais de dois mil artigos e entrevistas com dezenas de artistas, críticos de música e organizadores, Carneiro aquece a memória daqueles que frequentaram uma – ou, por que não? – as três edições do Rock in Rio realizadas no Brasil em 1985, 1991 e 2001, compila as histórias mais marcantes e inusitadas para aqueles que nunca foram, mas ouviram histórias a respeito, ao mesmo tempo em que oferece um aperitivo para quem vai ao Rock in Rio este ano, nos dias 23, 24, 25 e 29, 30 de setembro e 1 e 2 de outubro.

Realizado pela primeira vez em 1985, em meio à eleição presidencial de Tancredo Neves marcando o fim de 21 anos de regime militar, o Rock in Rio apresentou uma nova receita, um novo conceito de evento, oferecendo ao público brasileiro o creme de la creme da música em um mesmo lugar. Mais do que um simples festival, contribuiu significantemente para a consolidação do então nascente rock brasileiro e, ao acabar com a desconfiança quanto à capacidade do Brasil de promover shows de grandes proporções, ajudou a inserir o país na rota das turnês dos astros internacionais que raramente passavam por aqui. Foram dez dias com mais de um milhão de pessoas e atrações como Queen, AC/DC, Ozzy Osbourne, Rod Stewart, Iron Maiden, B-52´s, Scorpions, James Taylor, Nina Hagen, Whitesnake, Yes, Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, Erasmo Carlos, Ney Matogrosso, Moraes Moreira e Elba Ramalho, entre muitos outros.

Ilustrado com mais de 200 fotos e depoimentos de nomes como Brian May, Evandro Mesquita, Charles Gavin, Leo Jaime, Tony Belloto e o “pai” do festival, Roberto Medina, entre outros, Rock in Rio – A história do maior festival de música do mundo resgata a história do evento, ajuda a entender os contextos em que foram realizadas as três edições e, de certa forma, conta a trajetória de desenvolvimento da própria indústria do show business. É composto por passagens antológicas testemunhadas dentro e, sobretudo, fora do palco, como a de Rod Stewart jogando futebol com sua equipe em uma luxuosa suíte de hotel, deixada literalmente em cacos, ou a do jantar compartilhado pelo vocalista do Guns’n'Roses, Axl Rose, com produtores, faxineiros e camareiras da equipe de apoio do festival. Os bastidores, os momentos inesquecíveis, os micos e curiosidades como as inacreditáveis exigências feitas pelos artistas brasileiros e estrangeiros estão todos reunidos no livro.